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Amada

Amada conta a história de Sethe, uma ex-escrava, que vai morar na casa de sua sogra, casa essa que tem vida própria, após fugir com seus filhos da fazenda em que era mantida cativa.É um livro que fala do presente e também do passado de seus personagens. Com isso abrange os horrores da escravidão onde os negros viviam no mundo que os brancos impunham como seu.Tanto abuso e tristeza retratados e enraizados na vida de pessoas que tinham tanto a oferecer, a viver e a florescer, gera entristecimento e a dúvida na tal humanidade ser realmente grandiosa.Sethe chega ao desespero e vê como única saída, do horror da escravidão, cometer um ato inacreditável e inaceitável para qualquer mãe que ama seus filhos, nos fazendo crer que o amor dela é maior do que qualquer imaginação é capaz de atingir.Mas, não consegue obter o sucesso e, com isso, é obrigada a conviver por toda sua existência com fantasmas, reais ou não, que trazem a ela toda a culpa, toda fragilidade e toda a impossibilidade de seguir em frente sem dor.É um livro belo, não tão fácil de lê-lo, pois, os acontecimentos surgem como um turbilhão, de maneira desconexa. Contado a partir das memórias dos negros do jeito que Toni Morrison retrata tão bem nessa única frase: “Tudo que está morto dói para viver de novo. ”Se arrisquem.Boa leitura.
Comentando postado em 05/06/2016
Autor: Toni Morrison
Categoria: Adulto
Editora Companhia das Letras
Publicação: 10/02/2007
1ª Edição
Fonte: Link: https://pt.wikipedia.org/wiki/Toni_Morrison

post de: Nan Lourenço

AUTORIA DO LIVRO

Toni Morrison




Toni Morrison nasceu em Lorain, em Ohio, nos Estados Unidos, numa família de classe média baixa. É a segunda dos quatro filhos do casal Ramah e Goerge Wofford. Seu nome de registro é Chloe Ardelia Wofford. Apesar das dificuldades financeiras da família, que sofria as consequências da Grande Depressão, Morrison era uma leitora ávida. Alguns de seus autores favoritos eram Jane Austen e Liev Tolstói. Em casa, ouvia de seu pai casos populares da comunidade negra estadunidense (no futuro, tal método de contar histórias influenciaria suas obras). De acordo com uma entrevista publicada no jornal The Guardian em 2012, Morrison se converteu ao catolicismo aos 12 anos e recebeu o nome de batismo "Anthony", que serviu de base para seu apelido "Toni".Os romances de Toni Morrison normalmente mostram mulheres negras com personalidades fortes e histórias de vida marcantes, mas a autora não considera suas obras feministas. Ela chegou a afirmar: "Não concordo com o patriarcado, e não acho que ele deve ser substituído pelo matriarcado. É uma questão de acesso igualitário, de abrir portas para todos os tipos de coisa.” Entretanto, críticos literários identificam no trabalho de Morrison características do "feminismo pós-moderno", referindo-se à maneira como ela altera as dicotomias euro-americanas e reescreve a história contada pelos livros.


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