COMENTANDO:
As Intermitências da Morte

Ler Saramago é aprender a escutá-lo. Tem seu próprio jeito de escrever, de fazer sua pontuação, de contar o que quer e como quer.
Aqui, Saramago nos atenta para um tema tão presente em todas as vidas humanas, nos conta como seria viver caso a morte resolvesse não mais fazer seu papel.
Sabiamente vai apontando os dramas humanos, o sentido da vida e o quão é difícil entender a própria existência. Mostra como a sociedade de hoje reagiria perante a falta da morte, como reagiria à igreja ameaçada com a vida eterna, como se comportaria o governo, os filósofos, os economistas, as funerárias, as famílias com seus moribundos, enfim, nos conta que seriam necessárias novas formações sociais e, lógico que não poderia faltar à formação de mais uma máfia para dar conta de tanto tumulto.
Quem nunca pensou: ”E se não morrêssemos? ”
Quem nunca pensou: “E se soubéssemos quando vamos morrer? ”
E, assim, no decorrer de tantos questionamentos vai nos fazendo crer o quão bondosa e generosa pode ser a morte, o quão difícil pode ser a vida.
Lindo livro, ora triste, ora cômico, ora questionador, ora convincente.
Leia Saramago, ou melhor, abra sua alma, seus ouvidos e escute-o.
Comentando postado em 04/09/2016
Autor: José Saramago
Categoria: Adulto
Editora Companhia da Letras
Publicação: 09/01/2005
1ª Edição
Fonte: Link: http://www.josesaramago.org/biografia-jose-saramago/

post de: Nan Lourenço

AUTORIA DO LIVRO

José Saramago




Filho e neto de camponeses, José Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, província do Ribatejo, no dia 16 de novembro de 1922, se bem que o registo oficial mencione como data de nascimento o dia 18. Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele não havia ainda completado dois anos. A maior parte da sua vida decorreu, portanto, na capital, embora até aos primeiros anos da idade adulta fossem numerosas, e por vezes prolongadas, as suas estadas na aldeia natal.


Fez estudos secundários (liceais e técnicos) que, por dificuldades económicas, não pôde prosseguir. O seu primeiro emprego foi como serralheiro mecânico, tendo exercido depois diversas profissões: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, tradutor, editor, jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance, Terra do Pecado, em 1947, tendo estado depois largo tempo sem publicar (até 1966). Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na revista Seara Nova. Em 1972 e 1973 fez parte da redação do jornal Diário de Lisboa, onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante cerca de um ano, o suplemento cultural daquele vespertino.


Pertenceu à primeira Direção da Associação Portuguesa de Escritores e foi, de 1985 a 1994, presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi diretor-adjunto do jornal  Diário de Notícias. A partir de 1976 passou a viver exclusivamente do seu trabalho literário, primeiro como tradutor, depois como autor. Casou com Pilar del Río em 1988 e em fevereiro de 1993 decidiu repartir o seu tempo entre a sua residência habitual em Lisboa e a ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias (Espanha). Em 1998 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel de Literatura.José Saramago faleceu a 18 de junho de 2010.

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