COMENTANDO:
Cidadã de segunda classe

É necessário muito cuidado com o que se deseja, as vezes esse sonho vestido de flores camuflam espinhos dos mais afiados.

Foi assim que Adah viu seu sonho machucar todos os seus passos, pois muito olhou para o futuro e ignorou seu presente onde tudo andava bem, com passos ordenados, com tranquilidade. Agora vivendo seu sonho tinha que se espremer até a última gota do seu sangue para sobreviver precariamente, foi pega pela armadilha da ilusão.

Conheceu a ilusão de uma vida melhor, conheceu a ilusão de uma raça superior e, consequentemente conheceu a ilusão de sua raça ser a inferior, conheceu o que é ser negro numa terra que não lhe pertence, mas percebe que não é assim que se reconhece.

Cair na armadilha da ilusão foi muito fácil para ela que teve que se contentar sempre com pouco ou nada de amor, cair nas lábias de um qualquer que esfola toda sua pele, explorando tudo o que possui e é podia parecer ser o natural para sua cultura, onde o marido tinha posse sobre a esposa, mas Adah é mais do que isso, é uma mulher forte, que sempre se instruiu, que sabe pensar além de sua cultura.

Sua vida foi feita de desafios e assim continuaria vivendo... vivendo para vence-los, fará tudo para desacreditar na existência de ser humano de segunda classe, aliás isso existe? Eu desconheço.

Autor: Buchi Emecheta
Categoria: Adulto
Editora Dublinense
Publicação: 2018
Fonte: Link: https://pt.wikipedia.org/wiki/Buchi_Emecheta

post de: Nan Lourenço

AUTORIA DO LIVRO

Buchi Emecheta


Buchi Emecheta (@buchi_emecheta) | Twitter


Bhuci nasceu na Nigéria.

Prometida como noiva aos 11 anos, casou-se aos 16 e quatro anos depois emigrou com o marido para a Inglaterra. Teve cinco filhos e depois se separou.

Em 1974, graduou-se em Sociologia pela Universidade de Londres. Enquanto estudava, trabalhava na biblioteca do Museu Britânico para manter a família.

Seus dois primeiros romancesIn the Ditch (1972) e Second-Class Citizen (1975) abordam a dificuldade de ser mãe, divorciada e imigrante em Londres. Seguiram-se livros sobre a luta das mulheres africanas para na sociedade patriarcal: The Bride Price(1976), The Slave Girl (1977), Kehinde (1994) e The new tribe (2000), entre outros.



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