COMENTANDO:
Não se Desespere! - Provocações Filosóficas


Tudo começa com o prefácio de seu filho Pedro Mota desmistificando o grande Cortella, mostrando o ser humano comum que se irrita, sorri, dá bronca, se cansa e se renova. Garanto-te que mesmo lendo isso tudo, para mim, essa desmistificação não fez sucesso, continuo o admirando como “O Cortella”, aquele que tem sim algo a mais para falar, algo a mais para alertar e, tamanha foi minha alegria ao entender que, bem lá no fundo, essa desmistificação não é total também para Pedro.


A escrita de Cortella é aquela que vai nos provocando, nos remetendo ao silêncio questionador de nós mesmos e, vai nos permitindo relembrar tantos outros nomes que em algum momento nos influenciaram na vida e, o mais interessante, é pensar que para ele também esses nomes lhe fizeram diferença no pensar.


Inicia alguns textos intitulando-os com partes de músicas populares brasileiras, aquelas que muito nos diz ao ouvi-las, “Vida, minha vida, olha o que é que eu fiz” (Chico Buarque), “Felicidade foi se embora” (Lupicínio Rodrigues), “Me dê motivo” (Tim Maia).


Cita, também, Paulo Freire com sua genialidade, Monteiro Lobato através da sabedoria da boneca Emília. Tanta sapiência aglomerada, nos leva retroceder para aquilo que um dia nos impulsionou e, mesmo hoje não tendo total consciência, ainda nos impulsiona.


Conta-nos que a cooperação é o caminho que nos leva para uma existência pacífica, é dando-nos as mãos que nos fazemos mais fortes. Não nos deixa esquecer que a paz não é ausência de qualquer pressão, “É justamente a condição de impedirmos qualquer forma de segregação ou de apequenamento da vida e também da nossa condição de felicidade”.


Fala sobre a felicidade enquanto fertilidade, para que a esterilização de nosso futuro não se faça presente, “Ser feliz é sentir-se fértil”.


E, assim prossegue, nos levando a passear pelo campo da ética, para a tal diversidade, pela responsabilidade dos atos, para a religiosidade às vezes tão banalizada, nos atenta para a grande possibilidade de fazermos escolhas entre o bem e o mal.



Convido-o a lê-lo para que entre em contato com o melhor que existe dentro de você e para refletir sobre a parte que lhe cabe para fazer valer a esperança no prosseguir da humanidade.


Comentando postado em: 13/12/2015

Autor: Mário Sérgio Cortella
Categoria: Adulto
Editora Vozes
Publicação: 11/19/2013
Fonte: Link: https://pt.wikipedia.org/wiki/Mario_Sergio_Cortella

post de: Nan Lourenço

AUTORIA DO LIVRO

Mário Sérgio Cortella




Mario Sérgio Cortella - nascido em Londrina, interior do Paraná, na juventude (1973/1974/1975) experimentou a vida monástica em um convento da Ordem Carmelitana Descalça, mas abandonou a perspectiva de ser monge para seguir a carreira acadêmica. Concluiu sua graduação em 1975 na Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira. Em 1989 concluiu seu mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), sob a orientação do Prof. Dr. Moacir Gadotti, e em 1997, sob a orientação do Prof. Dr. Paulo Freire, conclui seu doutorado também em Educação pela PUC-SP.

É professor titular do Departamento de Teologia e Ciências da Religião e de pós-graduação em Educação da PUC-SP, na qual está de 1977 a 2012, além de professor-convidado da Fundação Dom Cabral, desde 1997, e o foi no GVPec da Fundação Getúlio Vargas, entre 1998 e 2010.

Ocupou o cargo de Secretário Municipal de Educação de São Paulo (1991-1992), durante a administração de Luiza Erundina,e foi membro-conselheiro do Conselho Técnico Científico da Educação Básica da CAPES/MEC (2008/2010).

Fez o programa "Diálogos Impertinentes" na TV PUC, no Canal Universitário.


Outros Posts


PARCEIROS: