COMENTANDO:
Nunca deixe de Acreditar

Queria eu ter escrito tal história para conhecer o amor puro, para entender, assim como ela, que só o amor é a verdade existente.
Num chão duro, sem travesseiros, sem cobertor, onde aranhas passeiam por seu corpo é o amor que salva, é o amor que faz sentido numa existência tão privada de tudo.


Dá para falar de todo afeto encontrado nesse livro, da capacidade do perdão e da inexistência da raiva na vida de Christina mas nunca devemos deixar de falar do descaso de um Estado desumano que não ampara seu povo, que não protege suas crianças, que fecha os olhos para a falta de alimento, de moradia, de segurança, de educação, de saúde, que nega descaradamente o mínimo para que seu povo viva com dignidade.


Desculpas é o mínimo que devemos a menina Christina que soube ser e sobreviver diante de tantas negligências e maldades desferidas a ela, maldades que se repetem todos os dias com muitas crianças transparentes em nossa sociedade.

Desculpas por além de tudo gerar culpas por ser pobre num país miserável de consciência.
Christina sobreviveu e com ela também sobreviveu todos os sentimentos contraditórios de uma vida dita salva.

Livro intenso de afeto, de dúvidas quanto ao melhor caminho seguir quando o caos está instalado, dúvida que persiste do início ao fim da leitura, tendo a certeza que ainda a carregará por muito tempo.


Siga em paz Christinas do nosso Brasil.

Autor: Christina Rickardsson
Categoria: Adulto
Editora Novo Conceito
Publicação: 2017
1ª Edição
Fonte: Link:

post de: Nan Lourenço

AUTORIA DO LIVRO

Christina Rickardsson



Christina passou boa parte de sua infância no Brasil, onde por muito tempo enfrentou situações causadas pela pobreza extrema em que ela vivia. Devido a falta de recursos financeiros a mãe de Christina se viu obrigada a se mudar para uma caverna com a filha recém nascida. Após serem descobertas e expulsas do local as duas se mudaram para uma favela em São Paulo quando Christina tinha cerca 5 anos de idade.

Christina enfrentou o que ainda é a realidade de muitas crianças carentes no Brasil: teve que mendigar por dinheiro e comida, enfrentou preconceito vindo das pessoas e da polícia, além de ter sido submetida a diversos abusos físicos e mentais. Mesmo com pouca idade ela teve que aprender a cuidar não só de si mesma, mas também do irmão mais novo. Com esperança de ver os filhos em uma condição de vida melhor, a mãe de Christina a colocou em um orfanato junto com seu irmão mais novo quando ela tinha apenas 7 anos de idade. 

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