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O caminho de casa

Gostei de cada palavra escrita neste livro. Yaa Gyasi tem um modo tão sensível de contar o viver de seus personagens que nos faz gostar de todos. Conta a devastação da escravidão na vida humana onde tudo se perde, a família, os elos afetivos, o nome e até o próprio corpo. Toma-se tudo o que é possível do escravo, menos a sua essência, seus pensamentos, sua ética, tudo o que aquele que escraviza não deve conhecer, nem tão pouco possuir. O que entristece na história da escravidão é ver o quanto os iguais contribuem para isso, povos vendendo seu povo em busca do lucro que isso propicia. O que impressiona nessas tantas pessoas escravizadas é sentir a solidão que as acompanha, só possuem a si mesmas para seguir e ainda assim seguem. Yaa Gyasi conta a história de 7 gerações vítimas das atrocidades da escravidão, pessoas que estão sempre buscando um lugar ao sol e encontrando sempre tanta dificuldade que chega a desesperar ver o ciclo se repetindo, se repetindo, se repetindo... Gostaria de continuar lendo sobre a oitava, nona, décima geração para quem sabe ver em uma delas as repetições não fazerem mais sentido, ver as pessoas se olhando feito espelhos e a percepção do quão belos somos todos seja o hino da humanidade.



Autor: Yaa Gyasi
Categoria: Adulto
Editora Rocco
Publicação: 2017
1ª Edição
Fonte: Link:

post de: Nan Lourenço

AUTORIA DO LIVRO

Yaa Gyasi


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Nascida em Gana e filha de um professor e uma enfermeira, Yaa Gyasi é a nova sensação da literatura mundial. Com apenas 28 anos, a jovem, que vive nos Estados Unidos desde os 2, acaba de entrar para a cobiçada lista de melhores do ano do The New York Times com seu livro “O Caminho de Casa”.

De acordo com Yaa, a ideia do livro, que levou 7 anos para ser escrito, veio após uma viagem ao seu país natal, onde conheceu o Castelo da Costa do Cabo de Gana, local em que escravos eram mantidos em cárcere privado.

“O guia nos contou que soldados britânicos que moravam e trabalhavam no castelo costumavam se casar e viver por lá com as mulheres da cidade, enquanto os escravos eram mantidos presos no local.”, explicou a autora ao The Guardian.

Seu livro foi considerado pela Time como um dos 10 melhores de 2016, e Yaa foi nomeada uma das 5 melhores escritoras abaixo dos 35 anos pela National Book Foundation, além de estar sendo comparada com escritores de renome, como a nigeriana Chimamanda Ngozie Adichie.


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