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O vendedor de passados

Que gostosa leitura, a vida está tão viva em cada letra escrita, tanto nos seres animados ao receberem sua história e passarem a pertencer, como aos inanimados ao acolher vidas.


Todo mundo um dia foi para hoje ser, talvez assim deveria ser mas, alguns são e nunca foram, precisam se inventar, mas não é isso que fazemos o tempo todo? Nos inventamos e reinventamos todos os dias. Isso caracteriza a falsidade?


E quando o que se torna foi montado pelo outro, torna-se falso? Mas não somos o desejo do Outro? Não somos o que o Outro quer de nós e assim somos a pura verdade ou somos metade verdade metade mentira?


Mas, para que tudo isso importa? o q somos, o que falamos não é a nossa verdade para o outro, o outro ouve o que quer ouvir, interpreta diante de suas "verdades". Então, tudo é mentira? Somos um ou somos muitos?


A única certeza que carrego é que as lagartixas nunca mais serão as mesmas.

Autor: José Eduardo Agualusa
Categoria: Adulto
Editora Tusquets
Publicação: 2018
201 páginas
Fonte: Link:

post de: Nan Lourenço

AUTORIA DO LIVRO

José Eduardo Agualusa


José Eduardo Agualusa - identidade e memória - Templo Cultural Delfos

José Eduardo Agualusa Alves da Cunha (Huambo13 de Dezembro de 1960) é um jornalistaescritor e editor angolano de ascendência portuguesa e brasileira.

Nascido em Huambo, na então África Ocidental Portuguesa, é neto materno de Joaquim Fernandes Agualusa, Oficial da Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial Classe Industrial a 13 de Maio de 1960. Estudou agronomia e silvicultura no Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa. Colaborou com o jornal português Público desde a sua fundação; na revista de domingo desse diário (Pública) assinava uma crónica quinzenal. Escreve crónicas para a revista portuguesa LER, para o jornal brasileiro O Globo e para o portal Rede Angola. Na RDP África foi realizador do programa A Hora das Cigarras, sobre música e poesia africana.[carece de fontes]

Em 2006 lançou, juntamente com Conceição Lopes e Fátima Otero, a editora brasileira Língua Geral, dedicada apenas a autores de língua portuguesa. Numa entrevista, o escritor responde a pergunta, "Quem é o Eduardo Agualusa? "Quem eu sou não ocupa muitas palavras: angolano em viagem, quase sem raça. Gosto do mar, de um céu em fogo ao fim da tarde. Nasci nas terras altas. Quero morrer em Benguela, como alternativa pode ser Olinda, no Nordeste do Brasil." [carece de fontes]

Perguntado se diverte escrevendo, Agualusa explica: "Escrever me diverte, e escrevo também, porque quero saber como termina o poema, o conto ou o romance. E ainda porque a escrita transforma o mundo. Ninguém acredita nisto e no entanto é verdade."


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