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Primeiro mataram meu pai

Essa é a história de uma menininha de cinco anos que conta como um dia seu mundo desmoronou juntamente com o mundo de vários outros, vítimas das atrocidades de uma guerra cruel e sem sentido.

É tanta dor escorrendo das palavras que preciso tomar fôlego para prosseguir a leitura, imaginar as crianças vivendo o que leio, imaginar mães vivendo o que sinto ao vê-las não podendo acolher, abraçar seus filhos, trazê-los para perto me faz pensar em Deus, onde foi que se escondeu? Desapareceu por medo também?

Prossigo a leitura torcendo para que tudo se ajeite, quero voltar a ver o mundo romanticamente, quero um final feliz assim como fazia ser minhas redações que escrevia na mesma época e com a mesma idade dessas crianças que buscavam a sobrevivência.

Diante de tanta dor ainda surge a culpa pelo que de errado acreditava ter feito ao buscar calar um pouco a fome, ao vibrar por um pouco de vida.

Li este livro com rapidez sempre com a esperança me guiando, acredito que seja essa tal esperança que também guie aquele que busca a sobrevivência, talvez seja ela que os coloque de pé todos os dias mesmo quando nada favoreça. Penso que se fosse classificar este livro, caso fosse de ficção, diria ser ele um livro de terror, mas sendo ele uma história real a palavra terror é muito insignificante para classificar tamanha atrocidade. Pensemos melhor em todas nossas atitudes.

 

Autor: Loung Ung
Categoria: Adulto
Editora HarperCollins
Publicação: 2017
1ª Edição
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post de: Nan Lourenço

AUTORIA DO LIVRO

Loung Ung



Filha de um oficial de alto escalão do governo, Loung Ung teve uma vida privilegiada na capital de Camboja, Phnom Penh, até os cinco anos de idade. Porém, em abril de 1974, o ditador Pol Pot assumiu o poder e liderou um dos regimes mais atrozes da história: o Khmer Vermelho. O exército invadiu a cidade, obrigando a família de Loung a fugir e, eventualmente, a se separar. Enquanto Loung se tornou uma criança-soldado, seus irmãos passaram a viver em um campo de trabalhos forçados. Primeiro mataram meu pai conta a jornada de Loung e de sua família durante esses anos terríveis. Contudo, este não é um mero relato sobre os horrores de uma ditadura. Sua história é o testemunho da força do espírito humano, capaz de manter a esperança e o amor vivos mesmo em meio à tragédia.

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