COMENTANDO:
Quarto de despejo - Diário de uma favelada

Quarto de despejo choca com tamanha veracidade. Entender a escolha do nome do livro é entristecedor, devemos nos perguntar o quanto contribuímos para que as favelas continuem sendo o quarto de despejo das cidades, o quanto direcionamos para lá tudo o que não nos serve mais. Devemos contribuir com algo que não nos serve ou contribuir com algo que nos serve e consequentemente servirá ao outro também?

Lá não existe futuro, só o presente gritando por sobrevivência, não há planos, somente o desejo de saciar a fome que dói no corpo e na alma todos os dias. 

Com a proximidade de tantas vidas misturadas, separadas apenas por tábuas mal encaixadas, espaços divididos com enxurradas que passam de barraco em barraco, por visitas de gatos e ratos conhecidos por todos, pelo álcool e drogas utilizados para minimizar tamanha dor, brigas entre companheiros, vizinhos, mortes escancaradas, sexo como platéia, o que não se encontra com facilidade é a sanidade mental que Carolina encontra em sua escrita, buscando ser lida para que seu povo seja visto. Parabéns Carolina!

Hoje sessenta anos se passaram e os quartos de despejos crescem dia a dia junto com o descaso de um Estado omisso fazendo muitas Carolinas, Marias, Josés reféns das ganâncias de muitos. 

Temos muito que pensar, entender e fazer por essa triste realidade.

Autor: Carolina Maria de jesus
Categoria: Adulto
Editora Ática
Publicação: 1992
Fonte: Link: https://pt.wikipedia.org/wiki/Carolina_de_Jesus

post de: Nan Lourenço

AUTORIA DO LIVRO

Carolina Maria de jesus




Carolina Maria de Jesus (Sacramento, 14 de março de 1914  São Paulo, 13 de fevereiro de 1977) foi uma escritora brasileira, conhecida por seu livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada publicado em 1960.

Carolina de Jesus foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil e é considerada uma das mais importantes escritoras do país.[1] A autora viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo, sustentando a si mesma e seus três filhos como catadora de papéis. Em 1958, tem seu diário publicado sob o nome Quarto de Despejo, com auxílio do jornalista Audálio Dantas. O livro fez um enorme sucesso e chegou a ser traduzido para quatorze línguas.

Carolina de Jesus era também compositora e poetisa. Sua obra permanece objeto de diversos estudos, tanto no Brasil quanto no exterior.


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